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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Adair Cardoso é o novo fenômeno do sertanejo universitário

Ele tem 17 anos, toca oito instrumentos e está com mais de 100 shows marcados para 2011.
Pedro David/ÉPOCA

Aos 2 anos, Adair Cardoso ganhou uma sanfona. Aos 5, já tocava teclado e começou a cantar. Aos 7, dava shows em barzinhos de Tangará da Serra, em Mato Grosso. Aos 8 subiu pela primeira vez em um palco e entre os 11 e os 14 fez mais de 160 apresentações no Programa Raul Gil. Aos 13 lançou seu primeiro CD e três anos depois o segundo. O terceiro chega às lojas no fim do mês. Por ele, aos 17, o garoto cortará o Brasil de norte a sul para fazer mais de 150 shows em 2011, por um cachê que já é de R$ 50 mil e deverá chegar a R$ 80 mil até o final do ano.
As comparações com o principal astro do sertanejo universitário, Luan Santana, que também estourou muito novo, são inevitáveis e não preocupam o garoto. “É normal. Gosto dele”, diz Adair.
Filho de uma empregada doméstica e de um furador de poço, o caçula Adair foi desde cedo o arrimo de uma família de cinco irmãos. Acostumou-se a responsabilidades nada normais para um garoto de sua idade. Sua vida mudou radicalmente em agosto do ano passado, quando uma de suas músicas foi escolhida como tema do casal protagonista da nova temporada do seriadoMalhação, da TV Globo.
O sucesso de Adair vem no embalo da revitalização da música sertaneja, que tem lotado arenas e casas de shows pelo Brasil. O sertanejo universitário surgiu em 1994 com a dupla João Bosco & Vinicius e ganhou o país na voz de César Menotti & Fabiano. Foi consagrado nos últimos cinco anos por Victor & Leo, Luan Santana, Fernando & Sorocaba e Jorge & Mateus. O ritmo já não prioriza letras tão regionais e situações vividas por caipiras. Fala de mulheres, dores de cotovelo e traições com uma batida mais moderna e letras de fácil memorização.
Adair é marrento. Talvez para compensar a timidez. Músico praticamente autodidata, ele só não toca instrumentos de sopro. “Depois da sanfona, fui tentando outros. Hoje, arranho também no teclado, violão, viola, bateria, piano, guitarra e baixo”, diz, sem modéstia. Para alavancar a carreira do garoto que enchia o peito de orgulho e a cabeça de planos, o pai, Orlando Cardoso, aproveitou a presença da dupla Gino e Geno, em Tangará, para um show. Apresentou Adair dos Teclados, como o filho era conhecido, ao empresário da dupla, quando o garoto tinha 8 anos. “Fiquei impressionado com a voz dele. Levei para cantar uma música no show de Gino e Geno. O público gostou tanto que ele cantou cinco”, diz Waguinho, empresário de Adair. No final, o garoto ganhou um cachê simbólico de R$ 100. “Queimei tudo”, diz.
Orlando e Waguinho mantiveram contato por telefone. Eles sempre trocavam ideias sobre a carreira de Adair. Em 2004, Orlando mandou um vídeo de Adair para o Programa Raul Gil. Deu certo. Durante três anos, o garoto acordava de madrugada todas as terças-feiras, ia para Cuiabá, tomava um avião, gravava o programa em São Paulo e chegava a Tangará já na madrugada do dia seguinte. Ele participava do concurso de calouros e de homenagens a vários artistas – alguns seus ídolos, como Zezé Di Camargo & Luciano e Bruno e Marrone.




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